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Hospital Marcelino

Envelhecimento da população demanda desenvolvimento de hospitais e profissionais

A atuação integrada de médicos, especialistas e demais funções que integram o atendimento na área de saúde é fundamental para o bom funcionamento de um hospital. Mesmo tendo a disposição mais informações e grandes esforços para conscientização sobre doenças provenientes de maus hábitos, a população brasileira em geral ainda sofre muito com doenças simples que podem ser prevenidas e minimizadas com acompanhamento médico especializado.

De acordo com estudo divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o número de pessoas com mais de 60 anos no Brasil deverá crescer muito mais rápido do que a média mundial. Enquanto no resto do mundo a quantidade de idosos vai duplicar até o ano de 2050, ela quase triplicará no Brasil.
Em 2015, a porcentagem de idosos que era 12,5% da população deve alcançar 30% até a metade do século. Essa mudança na expectativa de vida da população acarretará em um aumento expressivo na procura por médicos especialistas e com equipes capacitadas no atendimento de doenças características da idade mais avançada.

Na área de saúde o atendimento envolve as mais diversas áreas. O hospital, por exemplo, é um negócio bastante complexo, englobando várias operações tais como hotel, restaurante (nutrição), farmácia, prestação de serviços médicos, gestão da tecnologia, manutenção de instalações complexas e humanização.

Trata-se de uma atividade de mão de obra intensiva e, dentro deste universo, temos a atuação de várias equipes multiprofissionais, como médicos (clínicos e cirurgiões), profissionais de enfermagem, farmacêuticos, nutricionistas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psicólogos além dos profissionais das áreas administrativas. Por isso, é um grande desafio promover a integração e a coordenação das equipes multiprofissionais para garantir elevados padrões de qualidade e segurança assistencial.

As instituições hospitalares têm investido em programas de Acreditação hospitalar, sistema de avaliação e certificação da qualidade de serviços de saúde, com o objetivo de assegurar que seus padrões e processos estejam em conformidade com as melhores práticas de cuidado nacionais e internacionais. Este processo envolve a construção de uma cultura de segurança do paciente que requer a ação integrada das diversas equipes profissionais além de promover a interdisciplinaridade por meio do compartilhamento dos conhecimentos em prol de uma assistência mais eficiente, qualificada e humanizada.
O mercado de saúde está repleto de grandes desafios, com destaque na crescente escassez na oferta de profissionais qualificados, nas diversas categorias profissionais, o que tem demandado às instituições a construção de estratégias para o desenvolvimento e retenção de seus profissionais.

Observa-se movimentos de instituições de saúde na implantação de centros de ensino, pesquisa e inovação, muitos deles com a oferta de cursos de graduação e pós-graduação, além de cursos de extensão e projetos de pesquisa e inovação. Estas iniciativas são essenciais para que as instituições estejam prontas para atender à grande demanda de serviços e necessidade de mão de obra qualificada e especializada nas doenças que virão a ser tornar mais comuns na rotina de trabalho dos profissionais de saúde.

José Octavio Leme, diretor geral do Hospital Marcelino Champagnat.

Artigo publicado ne edição do dia 07 de abril do Jornal Bem Paraná.

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