Resultado de exames laboratoriais

Hospital Marcelino

Novembro azul chama a atenção para saúde do homem

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Urologistas apontam as doenças que mais atingem os homens

No mês conhecido como Novembro Azul, campanha nacional em prol da conscientização sobre a saúde do homem, surgem os debates sobre o câncer de próstata, doença que anualmente afeta 52 mil brasileiros.

De acordo com o urologista do Hospital Marcelino Champagnat, Rogério Fraga, este é o órgão humano mais suscetível a tumores que existe. “Uma estimativa é que se os homens vivessem em média 100 anos, 100% teriam câncer de próstata, por isso a grande ênfase aos exames com foco neste órgão.”  Para prevenir, o especialista indica que a realização de uma ultrassonografia, PSA (dosagem do antígeno especifico da Próstata no sangue) e o exame físico com toque retal, podem diagnosticar cerca de 98% das doenças prostáticas.

Mas, o especialista alerta ainda que a saúde do homem é muito mais do que a próstata, “além do câncer de próstata, as doenças cardiovasculares acometem os homens gerando problemas como hipertensão arterial, infarto e acidentes vasculares cerebrais(AVC). As doenças ocupacionais, saúde mental e distúrbios gastrointestinais encabeçam as queixas dos homens”, aponta Fraga.

Para o urologista Rodrigo Krebs, não existe uma idade definida para uma avaliação masculina. Recomenda-se pelo menos que o adolescente (entre 11 e 18 anos) faça uma consulta ao urologista para avaliar situações como adequada posição dos testículos, presença de varicocele entre outros. Indivíduos entre 20-30 anos podem avaliar presença de cálculos renais, orientações sobre doenças sexualmente transmissíveis, presença do HPV (verrugas genitais). Após os 40 anos o paciente pode avaliar a próstata para monitorar seu crescimento. Se não tem casos na família, a avaliação da próstata para malignidade inicia-se com 50 anos. Se houver casos na família de câncer de próstata, especialmente em parentes de primeiro grau (pai e irmãos) recomenda-se que os exames sejam  feitos a partir dos 45 anos.

Kreb indica ainda a necessidade dos homens compreenderem a importância do diagnóstico precoce, já que ainda existe uma resistência do sexo masculino em realizar exames preventivos. “Trata-se de uma questão cultural. Há uma crença entre os homens que eles são menos suscetíveis a doenças. Muitas vezes uma conversa adequada, o exemplo de amigos e familiares pode motivar um homem a procurar um médico com regularidade”, conclui o urologista.

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