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Conscientização

A obesidade como fator de risco para as pessoas com coronavírus

Desde o início da pandemia de coronavírus, muitos especialistas têm alertado que os pacientes com condições crônicas pré-existentes apresentam versões mais graves da COVID-19. Assim como hipertensão e diabetes, por exemplo, a obesidade é considerada um fator de risco para o agravamento da doença, que pode se desenvolver para insuficiência respiratória e outras complicações.

A obesidade é uma doença crônica que afeta grande parte da população brasileira. De acordo com a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), de 2018, atualmente 55% dos brasileiros estão com excesso de peso e aproximadamente 20% estão obesos.

Além disso, em geral esta condição está relacionada a outras doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares e respiratórias – comorbidades que também estão associadas a uma forma mais grave da COVID-19.

Nesse cenário, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde em abril, a obesidade estava mais presente nos óbitos de pessoas com menos de 60 anos do que em idosos, ou seja, pessoas que não são consideradas parte do grupo de risco.

Por que a obesidade é um fator de risco para a COVID-19?

A obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura no corpo e o diagnóstico é feito a partir do cálculo do índice de massa corporal (IMC) do indivíduo. Este valor é calculado dividindo-se o peso do paciente (em quilos) pela sua altura (em metros) elevada ao quadrado. 

Assim, a doença é classificada em três estágios: grau 1 (IMC entre 25,0 e 29,9 kg/m²), grau II (IMC entre 30,0 e 39,9 kg/m²) e grau III (IMC maior do que 40,0 kg/m²), o estágio mais grave. 

Por ser considerada uma doença crônica e devido aos altos índices de prevalência no mundo, a preocupação com esta condição se intensificou ainda mais durante a pandemia. A obesidade como fator de risco para a COVID-19 foi apontada por dois estudos, um na França e outro nos Estados Unidos. De acordo com os pesquisadores, o principal motivo para as complicações da doença em pacientes obesos é o processo inflamatório crônico causado pelo excesso de peso.

Com isso, as células deixam de executar sua função de proteção, o que facilita o ataque de vírus e bactérias. Este fator também leva à formação de coágulos que geram quadros de trombose e embolia pulmonar, que podem ser fatais em pacientes com COVID-19.

Além disso, a obesidade também fragiliza o sistema imunológico e reduz a produção de proteínas essenciais para combater possíveis infecções. Em alguns pacientes, o excesso de peso pode ainda prejudicar a capacidade respiratória, altamente atingida pelo coronavírus.

Como prevenir a obesidade em quarentena

Para prevenir a disseminação do coronavírus é importante lavar as mãos e manter o distanciamento social, entre outras medidas que devem ser adotadas por todos. No entanto, pessoas com doenças crônicas precisam tomar alguns cuidados extras devido ao seu sistema imunológico mais debilitado.

Para isso, ter uma alimentação saudável, rica em frutas, verduras e legumes, é essencial para manter a imunidade alta. Evitar o consumo de alimentos ultraprocessados contribui não apenas para a prevenção da obesidade, hipertensão e diabetes, mas também para controlar essas condições pré-existentes.

Criar uma rotina de exercícios físicos, mesmo em casa, é outro fator necessário para melhorar a saúde e evitar o sedentarismo, principalmente para as pessoas que estão trabalhando remotamente. 

Além disso, as pessoas com outras doenças crônicas além da obesidade devem mantê-las controladas e seguir dietas balanceadas. 

Assim como outros pacientes do grupo de risco, é importante que os obesos mantenham as vacinas em dia, principalmente contra gripe e pneumonia, para prevenir o surgimento de outras infecções.

Hospital Marcelino Champagnat

Desde o início da pandemia de COVID-19, o Hospital Marcelino Champagnat adotou uma série de medidas para garantir o atendimento de todos os pacientes e evitar a disseminação do coronavírus. 

Foi criado o serviço de telemedicina para orientar a população com sintomas respiratórios, além de mudanças na infraestrutura do hospital para atender às pessoas com o vírus. Dessa forma, os demais pacientes podem continuar sendo atendidos sem correr o risco de contaminação.

Para saber mais sobre a obesidade como fator de risco para a COVID-19, doença causada pelo coronavírus, continue acompanhando o site e as redes sociais do Hospital Marcelino Champagnat.