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Em tempos de COVID-19, médicos alertam para o descuido dos pacientes com outras doenças

Condições agudas ou crônicas, como infartos ou  AVC, se não diagnosticadas e tratadas logo no início podem se agravar, gerando complicações para recuperação e ocupação maior de leitos de UTI.

Com o avanço da pandemia do Coronavírus pelo Brasil, hospitais de todo país têm percebido menor número de atendimentos de pacientes com doenças crônicas ou agudas. Segundo o diretor do Hospital Marcelino Champagnat, em Curitiba, José Octávio da Silva Leme Neto, o medo da infecção pelo COVID-19, parece ter reduzido a atenção dos pacientes sobre outras patologias e a consequência disso é de pessoas chegando ao Hospital com quadros mais graves e necessidade de internamentos mais longos para recuperação. 

Só no mês de março, houve redução de cerca de 80% nas cirurgias, em compensação, a UTI apresenta taxa de ocupação de 85%, com pacientes graves e de longa permanência.

“O acidente vascular cerebral (AVC), por exemplo, é uma doença silenciosa que se não for atendida em tempo traz maior risco de sequelas e até a morte, além de que a internação imediata resulta em tratamentos mais curtos e menos tempo de permanência em unidade intensiva”, explica.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologista, só este ano morreram mais de 100 mil pessoas por doenças cardiovasculares no país. A doença é a segunda causa de mortes no Brasil e é fundamental que o tratamento seja imediato, já que é também é fator de risco para o COVID-19.

“Quando um paciente tem sintomas de infarto, por exemplo, deve procurar imediatamente um hospital, pois cada minuto de demora significa maior perda de miocárdio viável – porção do coração que assegura circulação sanguínea adequada”, completa.

“Precisamos que o paciente entenda a importância de buscar atendimento médico qualificado para estas e outras patologias que matam muito mais que o COVID-19 e que a automedicação ou a protelação no atendimento só pioram o quadro de saúde”, alerta.

Fluxos Separados garantem segurança no atendimento

Desde que a pandemia de COVID-19 começou, o Hospital Marcelino Champagnat iniciou um protocolo de segurança máxima para isolar os casos relacionados ao COVID-19, das demais patologias tratadas no local.

Foi instituído um pronto atendimento para sintomas de gripe exclusivo, com abordagem técnica logo na entrada. O espaço é isolado do acesso convencional e conta com equipe exclusiva e local de descontaminação intensiva.

O Hospital Marcelino Champagnat é o único no Paraná com reconhecimento pela Joint Comission International (JCI), a maior acreditação do mundo em qualidade e segurança assistencial, e traz um modelo de gestão de processos criado por uma junta médica renomada com referência nacional em diversas especialidades.