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Médica do Hospital Marcelino Champagnat participa de apresentação teatral Re-tratando a Vida

Oncologista Maria Cristina Figueroa Magalhães fará intervenções na peça, que utiliza a inovadora técnica do playback theatre para abordar a superação do câncer

 

A oncologista Maria Cristina Figueroa Magalhães participará da apresentação teatral “Re-tratando a Vida”. Ela é médica do corpo clínico do Hospital Marcelino Champagnat e fará intervenções na peça, que utiliza a técnica do playback theatre para abordar o câncer e sua superação. O encontro entre Ciência e Arte acontecerá no Auditório John Henry Newman, no campus da PUCPR em Curitiba, a partir das 18h30 de 26 de novembro, Dia Nacional de Combate ao Câncer. O encontro é promovido pelo Centro de Pesquisa e Inovação dos Hospitais do Grupo Marista.

 

O objetivo principal do evento é mostrar às pessoas que vivenciam experiências com o câncer – pacientes, cuidadores e familiares – que há vida para além do diagnóstico. A proposta surgiu da experiência da doutora Maria Cristina Figueroa Magalhães, em palestras para pacientes, seus familiares e cuidadores. “Em todos os lugares, as pessoas se mostravam interessadas, porém a sensação era de que elas não conseguiam alcançar uma compreensão mais profunda de algumas situações específicas da área médica e das relações interpessoais que explicam o mundo que enreda o câncer de mama”, conta.

 

Na apresentação, a Cia Re-Trato fará, com a participação da oncologista, uma apresentação especialmente dedicada ao tema, com destaque para as questões emocionais ligadas ao câncer. O tratamento evolui muito em relação ao que existia há 20 anos. Para o câncer de mama, as possibilidades de cura são consistentes, especialmente quando há detecção precoce.

 

O teatro de playback

A técnica de Playback Theatre foi criada em 1975 nos Estados Unidos, por Jonathan Fox, e tem suas raízes no Psicodrama. Nas apresentações, os atores (chamados de playbackers) representam as histórias levadas pela plateia, ressignificando-as. Embora pareça simples, essa modalidade teatral exige, além do conhecimento das técnicas específicas, grande capacidade de improvisação e, especialmente, a capacidade de ouvir e acolher as histórias, de modo a re-tratá-las (ou seja, “tratá-las novamente”) apresentando ressignifições simbólicas que atingem emocional e racionalmente a plateia.

 

A Cia Re-Trato Playback Theatre foi criada em 1999, sendo o mais antigo do país em atividade contínua na modalidade. Os espetáculos de playback theatre costuma ser de grande sensibilidade, criatividade e espontaneidade, além de constituírem-se num instrumento de intervenção comportamental, pela ressignificação da história. A possibilidade que o narrador (pessoa da plateia que conta uma história pessoal que será re-tratada) tem de ver sua história novamente, em forma de representação cênica, olhando-a de fora, possibilita-lhe trabalhar emocionalmente o episódio vivido e perceber nele novos significados.